A DIFERENÇA MATEMÁTICA ENTRE O MODELO ALOPÁTICO E O HOMEOPÁTICO QUANTO A QUANTIDADE OU PESO DE INSUMO ATIVO NOS MEDICAMENTOS

José Alberto Moreno - Prof. de Homeopatia (não médico)

A interpretação legal da lei pode ser visualizada na tabela. A alopatia contém matéria com elementos físicos e químicos e a Homeopatia com diluições como milionésima, trilionésima, quatrilionésima, hexalionésima, octilionésima (0, 24 zeros 1), nonilésima e decilionésima diluições. ( 0, 30 zeros 1).

A MATEMÁTICA MOSTRANDO A DIFERENÇA ENTRE A ALOPATIA E A HOMEOPATIA

A diferença teórica matemática entre a ALOPATIA e a HOMEOPATIA pode ser visualizada na tabela anexa, que é constituída de três faixas:

  1. Faixa da alopatia, medicamentos com matéria, substância ativa;
  2. Faixa de transição entre a alopatia e a homeopatia. Os medicamentos que estão na faixa teórica de transição ALOPATIA/HOMEOPATIA e que dependem de receita médica para aquisição nas farmácias homeopáticas, e;
  3. Faixa da homeopatia, cujas substâncias não possuem matéria ou a matéria é de tal forma diluída, que não possui a capacidade de adoecer as pessoas, mas sim de curá-las se for obedecida a lei dos semelhantes.

A tabela elaborada pelo Ministério da Saúde é muito clara, pois contém uma coluna, a última, com a denominação “dinamizações a separar, sujeitas a receita médica”. Todas elas são homeopatias nas dinamizações D1, D2, D3 e também a tintura mãe ou o insumo ativo. Na 2a e 3a colunas desta tabela estão as homeopatias que por dedução, pela lógica, por inferência, não são sujeitas a receita médica e por conseqüência são de receita livre no Brasil. As dinamizações homeopáticas livres, para nâo médicos, conforme a tabela, dependendo da substância homeopática, são D3, D5, CH30, CH200, CH1000, etc.

Os medicamentos que correspondem a zona de transição alopatia/homeopatia da tabela matemática, teórica, correspondem aos medicamentos listados na tabela do Ministério da Saúde, e que geralmente são preparadas nas diluições D1, D2 ou D3.

Por quê o legislador teve o cuidado de liberar para o público em geral a homeopatia, a partir das dinamizações D3 e CH3, conforme a substância homeopática? A explicação científica para este fato pode ser assim entendida:

  • Grande parte das substâncias que geram a homeopatia provêem de insumos ativos básicos ou tinturas mãe que são altamente tóxicos e são preparados em dose alopática ou material ou em dose natural do produto vegetal, animal ou mineral.
  • Na homeopatia, onde se reduz drasticamente o conteúdo do insumo ativo, mesmo em dose homeopática na 1a diluição decimal, ou 2a decimal, ou 1a centesimal ou 2a centesimal, a substância ainda contém matéria suficiente para intoxicar uma pessoa.
  • Uma homeopatia, por exemplo Arsenicum Album, Nux vomica, Lachesis, Atropa belladona, Datura stramonium ou Hyoscyamus niger, etc, nas diluções D1, D2, ou CH1 ou CH2 constituem uma homeopatia, mas pelo poder tóxico destas substâncias nestas diluições ainda contém princípios ativos tóxicos capazes de gerar patogenesias e envenenamentos em algumas pessoas.

Na tabela matemática, se visualiza a faixa da homeopatia que, pelo processo de preparo dos medicamentos homeopáticos, por quase não mais possuírem matéria, ou possuirem a matéria numa dose tão ínfima, que o legislador brasileiro considerou que para tais substâncias não se exige receita médica e que por isto tais substâncias homeopáticas são livres para qualquer pessoa encomendá-las em uma farmácia homeopática, farmácia alopática ou posto de socorro farmacêutico.

Exemplificando matematicamente a diferença entre a alopatia e a homeopatia vamos mostrar o medicamento NUX VOMICA que em dose alopática contendo 1, 2 ou 5 mg é altamente tóxico podendo até gerar a morte de uma pessoa que ingerir tal dose. Mas na diluição CH5 a Homeopatia de Nux vomica possui apenas 0,00 000 000 001 mg de substância material em um mg de água e álcool, ao invés de gerar adoecimento ou morte numa pessoa irá gerar a cura nesta pessoa.

POR QUE MUITOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS SÃO LIVRES PARA O NÃO MÉDICO ADQUIRÍ-LO NAS FARMÁCIAS HOMEOPÁTICAS, MESMO EM TINTURA MÃE OU NAS DILUIÇÕES D1, D2 ou CH1 e CH2?

A Homeopatia sendo preparada a partir de insumos ativos, ora de vegetais, ora de minerais, ora de animais possui uma diversidade de princípios ativos, alguns extremamente tóxicos e outros que são inócuos aos humanos se ingeridos na forma que se apresentam na natureza. Por exemplo:

  • Allium sativum, o alho de tempero da cozinha, como não é tóxico na sua forma natural, pode ser adquirido em Tintura Mãe e nas diluições CH1 e CH2 e em todas as diluições sucessivas.
  • Coffea cruda, o café do brasileiro, pode ser adquirido em Tintura mãe ou em CH1 ou CH2. Uma xícara de café é na verdade quase uma tintura- mãe, insumo ativo de Coffea cruda, mas como está consagrado tanto pelo uso secular da população, como pelas experimentações de médicos em humanos, que o seu uso não é tóxico, por isto o Legislador inclui-o nas homeopatias livres.
  • Natrum muriaticum, o nosso sal de cozinha, comprovado desde tempos históricos da humanidade, nos povos de todos os países do mundo, e em todas as épocas históricas, que é inócuo na sua fase natural, mas é o insumo ativo para o preparo da Homeopatia Natrum muriaticum, e por isto o legislador liberou-o para qualquer não médico adquirí-lo como Homeopatia, tanto na tintura mãe, como em CH1 e CH2 e conseqüentemente em todas as demais diluições; na forma de homeopatia irá curar as pessoas ou animais ou plantas.

O exemplo com reforço na Matemática mostra que uma pessoa ao ingerir 1mg de sal, Natrum muriaticum, ou até uma grama de sal não lhe fará mal nenhum ao seu organismo. Agora se esta pessoa ingerir uma dose de sal de cozinha, na diluição CH1 ela estará ingerindo 1mg de sal /10000 mg de água, ou seja, se 1mg, ou 1g de sal de cozinha não fazem mal a uma pessoa, numa dose de 1mg diluída 10.000 vezes em água fica claro demais que não existe o menor risco de prejuízo a qualquer pessoa.

Esta lista de medicamentos publicada no Diário Oficial da União, das homeopatias que exigem receita médica e a lista das homeopatias que não precisam de receita médica, é uma prova oficial, com a chancela do Ministério da Saúde, do governo federal, que para se adquirir homeopatias não se exige ser médico e que se a pessoa tem algum conhecimento de homeopatia o processo da sua harmonização se realiza com muito mais rapidez, suavidade e permanência. (Organon, Hahenamnn, o 2.)

Belo Horizonte, 22.11.2002 (A.D.)

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