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José Alberto Moreno
ALOPATIA X HOMEOPATIA. TRANSI ÃO ALOPATIA/HOMEOPATIA
A lei da dose mínima de Hahnemann pode ser visualizada na tabela
anexa. Com base na matemática ela mostra a diferen a quantitativa
entre a alopatia e a homeopatia vincando a oposi ão teórica
entre estes dois modelos de medicina, o alopático e o modelo homeopático.
Mostra também que existe uma zona de transi ão entre
a alopatia e a homeopatia, onde ora umas substâncias homeopáticas
funcionam como alopatia e outras como homeopatia.
Nela podemos visualizar três faixas:
1) FAIXA DA ALOPATIA, medicamentos constituídos de matéria,
substância ativa;
2) FAIXA DE TRANSI ÃO entre a alopatia e a homeopatia. Os
medicamentos homeopáticos que estão na faixa teórica
de transi ão ALOPATIA/HOMEOPATIA;
3) FAIXA DA HOMEOPATIA, cujas substâncias não possuem matéria
ou a matéria é de tal forma diluída e corresponde
a lei da dose mínima, que não possui a capacidade de adoecer
as pessoas, mas sim de harmoniza-las, equilibra-las, se for obedecida
a lei dos semelhantes
Nesta tabela pode-se constatar porque a Homeopatia é um modelo,
um sistema de medicina independente da alopatia, nela se observa matematicamente
que a homeopatia é oposta pelo vértice a alopatia, no eixo
cartesiano X.Y. Na alopatia a pessoa quanto mais doente, mais profunda
é a doen a, e conseqüentemente vai-se aumentando a
matéria do medicamento. Enquanto que na homeopatia é justamente
ao contrário, quanto mais doente, mais a doen a é
crônica, mais recorrente ela é, sendo assim, vai-se diluindo
a matéria, até alcan ar doses que não contenham
mais moléculas, apenas a memória energética do poder
curativo do insumo ativo.
Na homeopatia se reduz drasticamente o conteúdo do insumo ativo,
porém mesmo em dose homeopática na primeira dilui ão
decimal, ou segunda decimal, a substância ainda contém matéria
suficiente para intoxicar uma pessoa, por este motivo destaca-se a zona
de transi ão alopatia/homeopatia. A explica ão
científica pode assim ser descrita. Na verdade uma homeopatia,
por exemplo Arsenicum Album, Nux vomica, Lachesis, Atropa Belladona, Datura
Stramonium ou Hyosciamus niger, etc, nas dilui ões D1, D2
constituem uma homeopatia, mas pelo poder tóxico destas substâncias
nestas dilui ões ainda contém substâncias moleculares
capazes de gerar patogenesias e envenenamento em algumas pessoas e ainda
assim atuam como se fossem alopatia. As homeopatias que fazem efeitos
como se fossem alopatia se enquadram na faixa de transi ão
entre a alopatia e a homeopatia. Por outro lado, há muitas substâncias
homeopáticas que mesmo nas dilui ões D1 ou D2 são
inócuas como o Natrum Muriaticum, o Coffea Cruda, o Allium Sativum.
Esta observa ão destaca a tênue faixa de transi ão
alopatia/homeopatia até se chegar a uma dose mínima homeopática.
A lei da dose mínima é associada as sucussões. A
cada dilui ão faz-se novas sucussões de forma que
a água e o álcool absorvam o poder curativo do insumo ativo.
Muitas vezes o poder curativo não se manifesta na sua forma natural
ou crua, mas é somente após as dilui ões e
sucussões que a virtude curativa é despertada. Assim podemos
constatar que muitos elementos que são inócuos na sua forma
natural ou crua tornam-se curativos após as dilui ões
e sucussões como por exemplo, Coffea cruda, Allium, Natrum Muriaticum,
Calcarea Carbônica, Carbo vegetabilis, etc.
“Organon da Arte de Curar” de Samuel Hahnemann 2
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